sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Boas razões para ser burro



Sempre me falaram sobre a inteligência, sobre essa virtude (ou dom, na visão de alguns) que uma pouca parcela do mundo teria. E, é muito tentador ser inteligente, não é? Sempre ter alguma resposta boa pra tudo,duvidar, pensar, resolver, entender.Saber a verdade, ou simplesmente continuar na dúvida, mas com algo mais palpável. O que é palpável é tão convincente e o que é aceitável nos faz confiar mais nas coisas.

Mas ultimamente, este último ano, ando pensando demais sobre ser inteligente, sobre saber a verdade. E não sei se é isso que quero para mim.

Costumo pensar muito sobre alienação das massas, dos povos e sempre liguei isso a burrice, ou falta de inteligência. Uma pessoa que aceita tudo o que é imposto à ela não pensa. E quem não pensa, não é inteligente. Até aí ser inteligente é muito bom, mas começo a ir mais longe no pensamento.

Pelo o que disse no parágrafo de cima, ser inteligente seria “questionar o que é imposto e ver se isso tem algum fundamento”. Desde músicas à Deus.

A problemática do questionamento, na minha opinião, é que com ele vem o ceticismo. Nunca vamos conseguir provar as grandes questões do mundo e, com os fatos, a única coisa que vamos notar é que nada existe, ou se existe está quieto, quase morto. E isso me dá, e dá em alguns outros também, muita desesperança.

Ah, que agônia não conseguir acreditar em nada.Ah, que agônia não ter fé. Em quem confiar quando não se tem solução? Pra quem pedir ajuda quando tudo está perdido? Tristeza, solidão. Desesperança novamente?O mundo não vai se curar, e só nos resta morrer e ir pra lugar nenhum? Morrer e escuridão,ponto!

Felizes são os burros que acreditam em um espirito criador e bondoso, que tem fé nele, e no mundo, e nas pessoas. Felizes os que assistem TV e se esquecem do que acontece fora da sua casa. Os que ouvem músicas de amor e acreditam que o amor, a paixão, não só pela “alma gêmea”, mas por coisas ou pessoas menos importantes. Eu tenho inveja.

Isso me lembra uma parte de “Admirável Mundo Novo” em que uma personagem oferece “a verdade ou a felicidade”. Não saberia o que responder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário