Eu queria escrever uma saudade alegre. Saudade de quando você ainda era uma ilusão boa. Escrever do seu sorriso que me matava. Eu queria escrever da fidelidade dos meus olhos a sombra dos seus movimentos. Queria poder escrever um livro inteiro com seus movimentos. Escrever uma saudade. Mas tocar nestes assuntos é beirar um precipício alto. Retornar na sua lembrança é como cair de cabeça. Então eu fico escondendo seus textos como quando evito a sua foto gravada no meu celular pela manhã para não ter que lembrar o dia inteiro que eu te esqueci. Perdoe-me por não ter lhe dito antes o que não tinha necessidade nenhuma de te dizer. Mas eu achava que algum momento da nossa historia iria nos unir de novo . Eu devo ter começado a te amar assistindo a algum destes filmes de romance que agente vê na tv, antes mesmo de te conhecer. Depois que aconteceu passei o resto do tempo descobrindo os motivos. Um dia você acabou ficando real demais para mim. Então eu fico inventando essas lembranças adolescentes desenhadas nas linhas destes textos para que o cinema não se apague, a mocinha não perca seu encanto e eu não esqueça das cenas que eu mais gostei. Com o tempo eu acabei aprendendo que você não é o meu personagem-perfeito, mas foi o que existiu de mais próximo. Depois que eu perdi a sua ilusão eu acho que passei a gostar um pouco menos de cinema. E tenho desapego por romances. E um verdadeiro desprezo por contos de fadas. Eu podia ficar aqui escrevendo destas histórias que passaram, terra-do-nunca que existiu dentro de mim, todos aqueles anos. Eu podia escrever das cenas encantadas com trilha sonora do meu cd predileto que eu não te dei de presente. Mas eu tenho uma vida real e às vezes temo que pensem que eu ainda acredito em romance de filme besta. Quando eu falo de você eu falo mesmo do meu lado mais besta .O meu lado impróprio é gostar de você, dessa forma simples como em vida real. Falar de você é voltar a acreditar naquelas coisas que eu passo o tempo inteiro fingindo que não acredito mais. Falar de você é expor aqueles segredos que a gente guarda só para gente a vida inteira. É me dar chance de voltar a lembrar das situações felizes que eu ainda não criei para nós dois. Falar de você é mais do que um despertar de lembranças irreais. É correr um risco assustador de ser bem entendido. Falar de você é vencer o meu medo de escrever.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Metade de mim.Agora é assim.De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Eu queria escrever uma saudade alegre. Saudade de quando você ainda era uma ilusão boa. Escrever do seu sorriso que me matava. Eu queria escrever da fidelidade dos meus olhos a sombra dos seus movimentos. Queria poder escrever um livro inteiro com seus movimentos. Escrever uma saudade. Mas tocar nestes assuntos é beirar um precipício alto. Retornar na sua lembrança é como cair de cabeça. Então eu fico escondendo seus textos como quando evito a sua foto gravada no meu celular pela manhã para não ter que lembrar o dia inteiro que eu te esqueci. Perdoe-me por não ter lhe dito antes o que não tinha necessidade nenhuma de te dizer. Mas eu achava que algum momento da nossa historia iria nos unir de novo . Eu devo ter começado a te amar assistindo a algum destes filmes de romance que agente vê na tv, antes mesmo de te conhecer. Depois que aconteceu passei o resto do tempo descobrindo os motivos. Um dia você acabou ficando real demais para mim. Então eu fico inventando essas lembranças adolescentes desenhadas nas linhas destes textos para que o cinema não se apague, a mocinha não perca seu encanto e eu não esqueça das cenas que eu mais gostei. Com o tempo eu acabei aprendendo que você não é o meu personagem-perfeito, mas foi o que existiu de mais próximo. Depois que eu perdi a sua ilusão eu acho que passei a gostar um pouco menos de cinema. E tenho desapego por romances. E um verdadeiro desprezo por contos de fadas. Eu podia ficar aqui escrevendo destas histórias que passaram, terra-do-nunca que existiu dentro de mim, todos aqueles anos. Eu podia escrever das cenas encantadas com trilha sonora do meu cd predileto que eu não te dei de presente. Mas eu tenho uma vida real e às vezes temo que pensem que eu ainda acredito em romance de filme besta. Quando eu falo de você eu falo mesmo do meu lado mais besta .O meu lado impróprio é gostar de você, dessa forma simples como em vida real. Falar de você é voltar a acreditar naquelas coisas que eu passo o tempo inteiro fingindo que não acredito mais. Falar de você é expor aqueles segredos que a gente guarda só para gente a vida inteira. É me dar chance de voltar a lembrar das situações felizes que eu ainda não criei para nós dois. Falar de você é mais do que um despertar de lembranças irreais. É correr um risco assustador de ser bem entendido. Falar de você é vencer o meu medo de escrever.
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